Seria um lugar comum dizer que o
tempo passa tão depressa que a maior parte das vezes nos desencontramos dele.
Na adolescência cheia de sonhos e
projectos, sempre ancorados no firme objectivo de conhecer o mundo, parti tão
cedo quanto possível, para uma temporada na Meca das ilusões daqueles tempos – Londres.
Os sonhos confrontados com o quotidiano
obrigaram a uma aterragem na realidade - a faculdade, a carreira e os filhos. Fugindo sempre que podia para longe. E regressava
querendo partir outra vez…
Desde bem pequenos que os meus
filhos foram incluídos nas minhas aventuras. Queria que eles sentissem a
liberdade de partir! compreendessem as diferenças, se encantassem com a beleza
e soubessem que existe uma parte negra.
Quantos vezes os incentivei a
trocar uns dias de escola por uma aventura lá longe, perante a incompreensão e
desagrado de alguns.
Tornaram-se os meus companheiros
de viagem preferidos! Que orgulho sinto por vê-los partir para as suas próprias
aventuras e que consolo nas aventuras conjuntas que insistimos em manter.
E nestes desencontros com o tempo
que me levam a crer que nunca vou parar, que terei sempre força e energia para
partir …. surge o António.
O António a quem espero ensinar a
alegria de partir !

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